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História

Igreja Paroquial da Igrejinha ou Igreja de Nossa Senhora da Consolação é um templo construído em meados do século XVI, dentro do marco estilístico maneirista, cujo carácter local não é suficiente para afastá-la do original núcleo construtivo alentejano da época moderna. A origem do monumento situa-se por 1528, ano em que o vereador da Câmara de Évora, Luís Mendes de Oliveira, e sua mulher, Isabel Jorge, doaram várias propriedades para que se edificasse uma igreja. Ainda que não tenhamos informações acerca da marcha de construção, é de crer que o estaleiro tenha estado activo nas décadas seguintes, terminando-se a fachada principal já pela segunda metade do século.

 

É um templo de nave única coberta por abóbada de berço, cuja mais importante particularidade é o facto de a entrada se encontrar protegida por narthex inscrito na frontaria, o que reforça a relativa monumentalidade e robustez da fachada principal. Esta é limitada por poderosos cunhais de cantaria e possui arco axial de volta perfeita sobrepujado por janela quadrangular, rematando em empena triangular. A sugestão de monumentalidade é ainda dada pelos remates dos contrafortes laterais, em forma de pináculos.

 

No interior, destacam-se várias realizações artísticas, com especial destaque para o núcleo de pintura barroca, onde se inclui o revestimento mural da capela das Almas, datado de 1724, e oito tábuas de um antigo retábulo, hoje conservadas na sacristia. É ainda importante referir alguns apontamentos de azulejaria seiscentista, de padrão geométrico formando tapete, e a retabulária barroca, setecentista, saída de oficinas regionais, em particular de Évora.

 

 

O chamado Castelo do Mau Vizinho, também conhecido como Castelo de Pontega, é sítio arqueológico vizinho à ribeira de Pontega, tributária do rio Divor, que remonta à época da Invasão romana da Península Ibérica. Destaca-se uma fortificação supostamente romana, que remonta ao século I a.C. (ou mesmo anterior), com planta no formato quadrangular, em blocos ciclópicos de silharia de granito, dispostos em duas fileiras paralelas, constituindo paramentos duplos. A construção ergue-se sobre uma considerável plataforma artificial de aterro, com vestígios de acesso pelo lado Leste. Na área envolvente foram identificados, em abundância, materiais de construção romanos, como telhas, tijolos e silhares graníticos.

 

Monumento singular na região, encontra-se em estudo por diversos pesquisadores. 

 

Do mesmo modo, estuda-se a classificação da sua proteção por parte do poder público português.

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